sábado, 29 de agosto de 2009

A bem da saúde!



Quando não se teve um bom pai, é preciso inventar um.
Nietzche




Emoções são sentimentos. Os sentimentos nascem com a nossa vida in-útero.Na infância, somos seres desamparados e agarramo-nos aos pais como fonte de vida e de amor.Todas as experiências ficam impressas em nós, todas são formativas e geradoras de tudo. Ficam gravadas no nosso inconsciente e este manancial de vivências vai “formatar” o Eu-Adulto que somos hoje, condicionando o nosso sistema de crenças, o comportamento e o tipo de relações que estabelecemos com os outros.

O manual de instruções da nossa vida somos nós que o escrevemos diariamente. As aprendizagens que vamos fazendo, muitas vezes à custa de grandes dissabores, servem para nos irmos afinando, ajustando. Crescemos muito nas relações que vamos tendo com os outros. Quanto mais atentos, mais aprendemos e crescemos.

Zangarmo-nos com a pessoa certa, no momento certo, pela razão certa e na justa medida parece tarefa fácil. Não o é. Zangamo-nos muitas vezes com o outro quando refutamos a nossa zanga interior. É como se o ruído que causamos cá fora fosse mais confortável do que as palavras que não queremos ouvir dentro de nós.

Perante as dificuldades da vida, a forma como as resolvemos depende de nós.
Ou sofremos duas vezes: temos a dificuldade e sofremos com ela. Quando sofremos com ela, deambulamos num limbo de ressentimento e de amargura. Aqui perdemos o controlo da nossa mente.

A alma respira através do corpo,
E o sentimento, quer comece no corpo ou numa imagem mental,
acontece na carne !
António Damásio

Perpetuando esta nebulosa de sofrimento, um dia o corpo ressente-se. A doença passa por nós, primeiro numa espécie de visita rápida e silenciosa, com pequenos sinais de desconforto, ou dor de cabeça, ou insónias...
Não ligamos. Mais tarde, quem bate à porta do consultório somos nós, a pedir ajuda. Perdemos agora o controlo do corpo. A doença instalou-se.

Espírito, alma e corpo... uma triologia nos limites da nossa pele!
Emoção e Carne... dois pratos da nossa balança!
Assim respondemos ao enorme desafio que constitui o nosso encontro com a felicidade.


Paula Branco.
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